Heli Dourado defende funcionamento do comércio em Formosa

Em Formosa a proposta foi diferente, o prefeito aderiu ao decreto do governador de fechamento do comércio por 14 dias causando revolta e inconformidade nos trabalhadores e comerciantes. 

 


A recente decisão do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), em combate à pandemia por Covid-19 tem repercutido em todo o estado. 

Caiado sugeriu um sistema de Lockdown 14/14 para o comércio, onde os comerciantes fechariam as portas por 14 dias e reabririam por respectivos 14 dias. 

A medida preocupou muitos comerciantes e funcionários que já tem sofrido com a crise ocasionada pela pandemia e fez com que muitos municípios não aderissem à medida do governador, como é o caso das cidades do Entorno do DF. 

Os prefeitos que compõem a Amab não aderiram ao decreto do governador de Goiás, mas criaram outras medidas para minimizar os impactos da Covid sem prejudicar o comércio.
A proposta é por uma mudança no horário de funcionamento dos comércios durante a semana e Lockdown durante o final de semana. Sendo assim de segunda a sexta-feira os comércios não essenciais tem autorização para funcionar das 09 às 17horas e ao sábado até às 14horas podendo reabrir novamente apenas na segunda-feira. 

Em Formosa a proposta foi diferente, o prefeito aderiu ao decreto do governador de fechamento do comércio por 14 dias causando revolta e inconformidade nos trabalhadores e comerciantes. 

Isso porque a atual crise é responsável pela falência de mais de 500 mil empresas no Brasil todo e pelo aumento expressivo no número de desempregados em todo o país. 

Heli Dourado, pré-candidato a prefeito de Formosa chamou a atitude dos gestores de irresponsável e absurda. "O que estão fazendo com a nossa cidade é um absurdo, os poucos empregos que temos aqui vêm do comércio e até isso querem tirar da nossa gente. Querem resolver o problema da saúde tirando dos trabalhadores a fonte de renda que coloca comida na mesa". 

Heli teve o apoio expressivo da população local em seu posicionamento. "O que estão fazendo com a gente é desumano. É como dizer que ou morremos de covid ou de fome" disse uma moradora nas redes sociais. 

Outros disseram ainda que são tratados assim por gestores que eles mesmos colocaram no poder. "Foi o povo que elegeu esses irresponsáveis, lobos em pele de cordeiro. E agora o povo vai pagar até com a própria vida essa escolha", concluiu um trabalhador. 

Heli finalizou dizendo que um gestor "minimamente preocupado com o povo" precisa ponderar suas escolhas e levar em conta o impacto delas nos cidadãos. "Porque não seguir o exemplo de outras cidades e flexibilizar o funcionamento do comércio, resguardando a saúde da população e também o emprego de tantos trabalhadores que tem no comércio a única fonte de renda para a família?". 

A pandemia tem mostrado que está será a maior crise econômica que o brasileiro já enfrentou e sem uma gestão preparada para enfrentar esta situação os impactos serão ainda piores.


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