Ouro do cerrado nos EUA e JapãoLuciane Evans

Há produtores que já exportaram a iguaria para os Estados Unidos e a Itália. Para 2016, a expectativa é de que, em fevereiro, a delícia chegue ao Japão

A colheita do pequi, feita à medida em que os frutos caem no chão, tornou-se fonte de trabalho para toda a família. Homens, mulheres e crianças se reúnem, algumas vezes acampando próximo aos pequizais, onde permanecem durante toda a safra. Em várias cidades do Norte de Minas, ocorrem festas da culinária regional para celebrar o fruto.

Antigamente, o pequi só era comercializado durante a safra, mas o período de curta duração deixava catadores sem a sua fonte de renda. A situação dos agricultores na entressafra preocupou pesquisadores do Departamento de Biologia Geral da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Surgiu, então, em 2006, um projeto voltado para o processamento agroindustrial da polpa de pequi e a fabricação de conservas.

Desde então, com a preparação do alimento em conserva (polpa e fruto inteiro), emergiu uma cadeia produtiva do pequi, que ganha outros derivados além das conservas. O consumidor pode apreciar também o molho, a farofa, o óleo, o licor, o doce e até o sorvete de pequi. O fruto compõe, ainda, o cardápio de pratos até então tradicionais. O apreciador pode se sentar em um restaurante e pedir, por exemplo, uma pizza, um crepe ou pasteizinhos de pequi.

EXPORTAÇÃO

A polpa do fruto também ganhou outros paladares. Há produtores que já exportaram a iguaria para os Estados Unidos e a Itália. Para 2016, a expectativa é de que, em fevereiro, a delícia chegue ao Japão. “A nossa expectativa é de enviar 3 toneladas para lá”, revela José Antônio Alves dos Santos, coordenador do Programa Pró Pequi de Montes Claros Santos. Porém, a exportação para o outro lado do mundo vai depender das chuvas e do controle das pragas. 

Compartilhar

About Movimento dos Comunicadores do Brasil

0 comentários:

Postar um comentário