Plano Agrícola e Pecuário 2015/2016 será divulgado nesta terça-feira em solenidade no Palácio do Planalto

Assessoria de Comunicação CNA

Agronegócio é fator fundamental para sustentar superávit comercial, destaca a CNA

Plano Agrícola e Pecuário 2015/2016 (PAP) será divulgado na manhã desta terça-feira (02), em solenidade no Palácio do Planalto, com a presença de presidente Dilma Rousseff, da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Kátia Abreu, e do presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, dentre outras autoridades ligadas ao agronegócio. A expectativa é que, apesar do ajuste fiscal promovido pelo Governo Federal para reequilibrar as contas públicas, o PAP não sofrerá cortes nos recursos financeiros destinados ao custeio, investimento e comercialização agrícola, mantendo-se o valor em torno dos mesmos R$ 156 bilhões, igual ao patamar da safra passada. 

A CNA está otimista com as linhas gerais do PAP a serem divulgadas pelo Governo, especialmente devido ao empenho da ministra Kátia Abreu em evitar uma elevação “fora da curva” das taxas de juros a serem pagas pelo produtor rural. A propósito, na semana passada, após audiência com a presidente Dilma Rousseff, Katia Abreu garantiu que não “haverá nenhum real de redução nos recursos destinados ao custeio agrícola”. 

A ministra adiantou, contudo, que o setor agrícola não ficará imune ao ajuste porque passa a economia brasileira. Segundo ela, “os ajustes deste ano atingirão todos os segmentos, e com o agronegócio não será diferente em relação às taxas de juros, mas o setor receberá atenção especial, não porque os produtores são especiais, mas porque é um segmento com respostas muito rápidas nas exportações e na redução dos preços consumidos no mercado interno”. 

A questão dos juros - O Conselho Monetário Nacional (CMN), a propósito, em reunião realizada na quinta-feira (28), aprovou as taxas de juros do PAP para o biênio 2015/2016, mas os índices não foram divulgados. A CNA e as entidades ligadas ao agronegócio defenderam que as taxas de juros agrícolas fossem mantidas, como forma de garantir a produção e a produtividade e consequentemente os incrementos no PIB nacional. 

A questão da taxa de juros, a propósito, foi discutida pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy e os integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Na ocasião ele informou aos parlamentares que os juros agrícolas ficarão acima da inflação, mas abaixo da Taxa Básica de Juros (Selic), calculada pelo Banco Central, que estava em 13,25% ao ano no final de abril, mas acima de do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), 8,26% nos últimos 12 meses. 
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