Produtividade é tema de fórum agrícolaDCI

O encontro é uma iniciativa da Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo) e representa uma oportunidade para que todos os envolvidos com o segmento se atualizem sobre as novidades e também reforcem o network

Durante o 6º Fórum e Exposição Abisolo, nos dias 15 e 16 de abril, em Ribeirão Preto, no Centro de Convenções Pereira Alvim, a cadeia comercial, técnica e institucional do agronegócio, inclusive representantes de governos, debaterá formas de aumentar a produtividade agrícola com o uso de fertilizantes especiais.

Além das palestras, o evento, realizado a cada dois anos, inclui a 2ª Exposição Nacional e Internacional da Indústria de Tecnologia em Nutrição Vegetal, que contará com dezenas de empresas e entidades ligadas à área de nutrição vegetal. Além dos debates, uma feira paralela terá 50 estandes e a expectativa é de um público de 1.500 pessoas. 

O encontro é uma iniciativa da Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo) e representa uma oportunidade para que todos os envolvidos com o segmento se atualizem sobre as novidades e também reforcem o network com parceiros, fornecedores e clientes ,informam ao organizadores. Na edição anterior, 68% dos participantes eram formados por executivos, técnicos, vendedores e distribuidores das empresas ligadas ao segmento de fertilizantes. 

Fundada em 2003, a Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), com sede em São Paulo, é composta por empresas fabricantes de toda a cadeia ligada à nutrição vegetal, como fertilizantes orgânicos, organominerais, minerais, biofertilizantes, condicionadores de solo e substratos para plantas, e tem conquistado vitórias no lado empresarial. 

Uma delas é a isenção de ICMS para matérias-primas usadas na produção de fertilizantes orgânicos para o Estado de São Paulo, como também a isenção para subtratos e condicionadores, que antes não eram reconhecidos como insumos agrícolas. Além da aprovação do Código da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (Cnae) para a nutrição vegetal, a desoneração tributária dos produtos constitui um dos objetivos prioritários da associação. 

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), o convênio da Embrapa, o Projeto Alíquota Zero PIS/Cofins para os Fertilizantes Micronutrientes (Molibdênio, Níquel, Cobre, Zinco, Manganês, Boro, Ferro e Cloro), o Projeto de Regulamentação dos Biofertilizantes, as Revisões das Instruções Normativas do Ministério da Agricultura, Pecuária e o segmento de nutrição vegetal exerce importante função tecnológica para aumento da produção e produtividade agrícola, verificando-se crescentes índices de utilização do insumo pela agricultura moderna e sustentável, em todo mundo. No Brasil, são 77 empresas de pequeno a grande porte instaladas em 12 estados, que geram cerca de 13 mil empregos diretos e um faturamento anual da ordem de R$ 3,5 bilhões (dados de 2014). 

Em seu próprio segmento, a Abisolo projeta um crescimento em torno de 6% a 8%, menor do que o estimado para 2014 (+9,37%), quando a receita foi de R$ 3,5 bilhões, segundo dado preliminar divulgado na semana passada. A perspectiva ainda é bem inferior ao crescimento médio do setor, calculado em 12% anuais. "Mesmo em um cenário de preços mais baixos, o Brasil continuará a plantar, mas a tendência é de menor investimento", disse o diretor técnico de fertilizantes orgânicos condicionadores de solo e substratos sólidos, Gustavo Branco.
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