Brasil puxa crescimento das compras no exterior

Carine Ferreira

Dentre os maiores "players" do mercado mundial de fertilizantes, o Brasil é o que registrou a maior taxa de crescimento das importações desses produtos no período de 1989 a 2011

Dentre os maiores "players" do mercado mundial de fertilizantes, o Brasil é o que registrou a maior taxa de crescimento das importações desses produtos no período de 1989 a 2011. A alta chegou a 8,95% ao ano, ante uma taxa média global de 2,1%, de acordo com levantamento da Associação Internacional da Indústria de Fertilizantes (IFA, em inglês). Os dados envolvem os principais nutrientes utilizados na fabricação de adubos: nitrogênio, fósforo e potássio (NPK).

A Índia aparece em segundo lugar no ranking dos países que apresentaram no período as maiores taxas de aumento das compras de fertilizantes do exterior, com uma taxa de 6,18% ao ano. Em seguida estão os Estados Unidos, com 1,45%, e a China, com incremento de 3,49% ao ano.

Apesar de o Brasil apresentar a maior taxa de crescimento das importações, a Índia é o país que registrou em 2011 a maior participação nas importações globais de fertilizantes. Representou 15,84% do volume total, seguida pelo Brasil (12,31%), pelos Estados Unidos (12,05%) e pela China (6,37%).

No ano passado, as importações brasileiras de fertilizantes intermediários - misturados conforme diferentes formulações para a fabricação dos adubos que são usados pelos produtores rurais - bateram um novo recorde histórico. As compras no exterior cresceram 10,6% em relação a 2012, para 21,619 milhões de toneladas. As importações representaram cerca de 70% do volume comercializado no país em 2013. Para adquirir os produtos do exterior, o país gastou US$ 8,885 bilhões em 2013, aumento de 3,51% sobre 2012, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).

Também de acordo com levantamento da IFA, a China é a nação com maior demanda doméstica por fertilizantes. O país respondeu por 28,61% do consumo mundial em 2011, seguido pela Índia (15,88%), pelos EUA (11,58%) e pelo Brasil (6,60%). Não por coincidência, o governo chinês oferece grandes volumes de fertilizantes subsidiados a seus produtores.

O consumo de fertilizantes no mundo cresceu a taxa média anual de 1,4% de 1989 a 2011, conforme a entidade. Dos quatro principais players, apenas os Estados Unidos registraram percentual de incremento menor que o médio - 0,03% ao ano. No intervalo, o Brasil registrou uma taxa anual de expansão de 6,13%, abaixo da China (13,43%) e acima da Índia (4,11%).

No Brasil, o consumo de adubos também bateu recorde em 2013. As vendas no país somaram 31,082 milhões de toneladas, aumento de 5,2% sobre 2012, de acordo com a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda).
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