Trigo irá movimentar R$ 7,56 bi na economia


Gisele Loeblein

Com a colheita de trigo encerrada no Estado, se consolida, a cada novo levantamento, uma safra recorde



Com a colheita de trigo encerrada no Estado, se consolida, a cada novo levantamento, uma safra recorde. Ontem, foi a vez da Emater apresentar os resultados da nossa superprodução de inverno. Mas tão relevante quanto o volume e a qualidade do cereal colhido é o que o produto tem a acrescentar na economia. Estudo feito pela assessoria econômica da Federação da Agricultura do Estado (Farsul) a pedido do Informe Rural mostra quanto a safra dourada irá fazer circular no Estado ao longo dos próximos 12 meses. 

Serão R$ 7,56 bilhões, entre impactos diretos e indiretos. O valor é R$ 3,9 bilhões maior do que em 2012, quando a geada tardia fez a produção encolher. Entra na conta o trigo desde a sua forma grão até a processada. Só na agropecuária, o impacto no faturamento será de R$ 2,19 bilhões. 

- O trigo será comprado por outros segmentos da economia, gerando mais R$ 5,27 bilhões na indústria - explica o economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz. 

Completam a soma R$ 96,86 milhões relativos ao transporte. Para se chegar a esses valores, foram feitos cálculos a partir dos custos de produção estimados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada e da matriz de insumo e produto da Fundação de Economia e Estatística. Para que todo esse faturamento seja gerado, porém, é preciso que o trigo saia da prateleira e seja negociado. Por enquanto, a velocidade de comercialização deixa a desejar. Para facilitar o escoamento, ontem, o governo estadual estendeu a redução de alíquota de ICMS de 12% para 8% na venda de trigo gaúcho para Santa Catarina (benefício que já havia sido concedido às vendas para Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Minas Gerais). 

- Enquanto o trigo não for vendido, é como se ainda não tivesse sido colhido - diz o economista da Farsul, para quem o ICMS segue minando o interesse de outros Estado pelo cereal gaúcho. 
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