Reação do preço do suíno causa aumento no lucro do criador em MG


Da Redação

O preço do quilo do suíno registrou reação, o que provocou aumento no lucro dos criadores de Minas Gerais


Há tempo o suinocultor Valder Caixeta, de Patos de Minas, no alto Paranaíba, não vivia um momento tão bom na atividade. O valor recebido pelo quilo do animal vivo mantém-se em alta há quase dois meses. 

"O mês de agosto foi um mês bom. Nós recebemos uma média de R$ 3,20 a R$ 3,30 o quilo. Esse mês de setembro, teve um aquecimento do mercado e o preço subiu um pouco. Hoje, estamos recebendo R$3,90 o quilo", diz Caixeta. 

O suinocultor, que é criador independente e não tem vínculo direto com nenhuma agroindústria, explica que o custo médio de produção de cerca de R$ 2,70 registrou leve alta, principalmente em função do preço da soja. Mesmo com o aumento, o índice de lucratividade tem valido a pena. O produtor vendo o animal com menor peso para aproveitar o mercado. 

"Comercializávamos os animais na faixa de 110 quilos. Hoje, estamos comercializando com 95 quilos em função do aquecimento do mercado. Comercializamos normalmente 2,6 mil animais. Ultimamente, estamos comercializando três mil animais por mês. O animal menor vale a pena porque a eficiência de crescimento dele é boa. Então, o custo dele fica mais barato", explica Caixeta. 

A aproximação das festas de fim de ano, quando tradicionalmente aumenta o consumo da carne de porco, e a abertura de novos mercados para a carne suína brasileira no exterior são os principais fatores que contribuíram para que os preços estejam em alta, o que dá aos criadores boas perspectivas para o futuro da atividade. 

De acordo com Ricardo Bartolo, diretor da Cooperativa dos Suinocultores de Patos de Minas (Suinco), os contratos de exportação para o Japão melhoraram a perspectiva de abertura de novos mercados. "O mercado de carne suína no Brasil na época de janeiro, fevereiro e março sempre sofre queda no setor de demanda. Mas se essa demanda for contrabalanceada pela nossa exportação, que é isso que a gente sente que vai acontecer, que por enquanto é um sentimento, eu acho que se essa demanda do mercado externo continuar se fortalecendo, nós vamos ter um equilíbrio. Aí sim o mercado se sustente ao longo de 2014 como um todo", diz.
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