Projeto estimula cadeias produtivas em regiões carentes


Tarso Veloso

O projeto "Rotas da Integração", do Ministério da Integração Nacional, atingiu 56% do desembolso previsto de R$ 169 milhões para 2013 em repasses diretos para investimento em estruturação produtiva e interligação econômica das regiões menos desenvolvidas


O projeto "Rotas da Integração", do Ministério da Integração Nacional, atingiu 56% do desembolso previsto de R$ 169 milhões para 2013 em repasses diretos para investimento em estruturação produtiva e interligação econômica das regiões menos desenvolvidas do país. Até o fim de 2013, mais de 60 mil famílias devem ser beneficiadas pelo programa.

O projeto é composto pelas Rotas do Cordeiro, do Mel, do Peixe, das Frutas, da Mandioca e da Economia Criativa. A proposta principal é buscar a inclusão socioeconômica em regiões menos desenvolvidas do país. Segundo cálculos do Ministério da Integração, a renda do produtor beneficiado pelo programa pode subir até 30%.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Regional do ministério, Sérgio Castro, os empreendimentos associados às rotas recebem investimentos em todos os segmentos da cadeia produtiva, levando em conta as realidades e o potencial de cada região.

"O projeto Rotas da Integração Nacional é um instrumento de ação integrada que aposta no potencial das atividades locais para o desenvolvimento regional. Além disso, buscamos a inserção produtiva da população e a elevação da competitividade econômica das diversas regiões", disse.

O programa, segundo Castro, não pretende inserir uma cultura nova nas regiões do país. O objetivo é identificar uma cadeia já existente, mas que não tenha a devida estruturação. "Por exemplo, Tauá no Ceará, Dom Inocêncio no Piauí, Dormentes em Pernambuco já são regiões com tradição na produção de ovinos e caprinos, todavia precisam de apoio para alcançar patamares maiores de desenvolvimento", observou.

Um exemplo foi a instalação, na semana passada, de cinco casas de mel nas comunidades rurais de Afogados da Ingazeira, Araripina, Inajá, Moreilândia e Santa Filomena. O projeto é parte do programa Rotas da Integração Nacional e recebeu investimento de mais de R$ 5 milhões para atender a cerca de 210 famílias do sertão pernambucano. Os beneficiados serão apicultores das regiões dos municípios de Araripe, Pajeú e Moxotó.

Administrados pela Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR), do Ministério da Integração Nacional, os recursos foram repassados para a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) que, por sua vez, é a responsável pela capacitação e estruturação do projeto junto aos apicultores.

Segundo informações do MI, após a entrega das casas do mel, os beneficiários receberão capacitação empresarial, cursos de técnicas de apicultura, além de 500 kits com material apícola.

"No caso do mel, estamos distribuindo por meio da Codevasf, kit completos para produção e treinamento na apicultura. Isso representa renda na veia, com produção quase imediata", disse Castro.
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