Azevêdo assume OMC e tem primeiro desafio no G-20


Wladimirr D"Andrade

O embaixador brasileiro Roberto Azevêdo tomou posse ontem como o sexto diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) para um mandato de quatro anos


O embaixador brasileiro Roberto Azevêdo tomou posse ontem como o sexto diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) para um mandato de quatro anos. Seu discurso de posse só ocorrerá no próximo dia 9, quando haverá um encontro especial dq Conselho Geral da OMC para recepcionar Azevêdo, o primeiro brasileiro a ocupar o posto na instituição. 

Mal assumiu o cargo e Azevêdo já tem pela frente seu primeiro desafio na condução do comércio mundial. Ele participa nesta semana de seminário dos líderes do G-20, a ser realizado em São Petersburgo, entre quinta-feira e sábado. 

Na Rússia, o brasileiro deverá se reunir com vários líderes e seu recado deve ser em forma de apelo pela preservação do sistema multilateral do comércio, hoje em crise. 

A expectativa é que ele, além de defender o multilateralismo no comércio, peça um tempo aos membros do G-20 para definir um projeto mais amplo. O mesmo pedido deve ser reforçado diretamente ao presidente dos EUA, Barack Obama. 

Azevêdo também deve alertar integrantes do seminário do G-20 para o impasse na Rodada Doha e pedir apoio para os trabalhos preparatórios até a conferência ministerial, em Bali. 

De acordo com o site da OMC, Azevêdo disse que a nona conferência ministerial, a ser realizada no dia 6 de dezembro em Bali, é prioridade. "Acredito que um acordo pode ser alcançado apesar do pouco tempo até Bali", afirmou o diretor-geral, segundo informação divulgada pela OMC. 

Para chegar ao comando da instituição, o embaixador venceu a disputa contra o mexicano Herminio Blanco, em maio. Azevêdo assume o lugar do francês Pascal Lamy. 

O brasileiro já nomeou o chinês Yi Xiaozhun para a vice-diretoria em retribuição ao apoio dado pela China na sua eleição. Trata-se de um posto-chave dentro da OMC. E a primeira vez que um cargo de alto escalão na instituição é ocupado por alguém de Pequim, o que deve assegurar influência dos chineses no futuro do desenho das regras do comércio mundial Roberto Azevêdo também nomeou um nigeriano, um alemão e um norte-americano como adjuntos.
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