Superintendente federal do Ministério da Pesca lança Plano Safra em Diamantino


No período da tarde houve reunião no auditório da Associação Comercial (ACID), que abordou com os piscicultores e pretensos piscicultores sobre o Plano Safra da Pesca




A superintendente federal do Ministério da Pesca e Aquicultura, Marlene Alves de Assunção, esteve em Diamantino nesta quinta-feira (27.06), acompanhada da chefe de divisão e coordenadora do Plano Safra da Pesca, Josinete Mendes, na ocasião visitaram pela manhã a Piscicultura Ilha e presenciaram o trabalho de sucesso que é referência para o setor no Brasil.

No período da tarde houve reunião no auditório da Associação Comercial (ACID), que abordou com os piscicultores e pretensos piscicultores sobre o Plano Safra da Pesca. “É a chance do pescador, aquicultor ou agricultor familiar ampliar a sua atividade e aumentar a sua renda, com novas opções de créditos que oferecem juros mais baixos e prazos mais extensos”, explicou a superintendente.

O prefeito Juviano Lincoln afirmou que Diamantino possui 342 tanques de peixes e há 250 agricultores familiares inscritos para construção de mais tanques. O município possui ao todo 1.200 agricultores familiares e reivindica do Ministério da Pesca que implante um frigorífico de peixes, uma fábrica de ração e alevinagem. O vice-prefeito Valdinei Teodoro lembrou a importância da agricultura familiar para o país e salientou que em Diamantino os investimentos e ações para o setor integram a lista das prioridades.

- O que é o Plano Safra da Pesca e Aquicultura? O Plano Safra da Pesca e Aquicultura é um programa inédito do Governo Federal para estimular o desenvolvimento do setor por meio de linhas de crédito para o aumento de produção e a geração de emprego e renda. Serão disponibilizados mais de R$ 4 bilhões em crédito e investimentos para fortalecer o setor pesqueiro, tornando-o mais produtivo, competitivo, inclusivo e sustentável. Para isso é preciso aprimorar técnicas de cultivo e manuseio, ampliar a assistência técnica, modernizar equipamentos, investir em pesquisa e garantir mais estrutura à cadeia produtiva.

Além da ampliação do volume de crédito, com juros menores e prazos estendidos, os beneficiados contarão com assistência técnica para melhor aplicação dos recursos em seus projetos. O crédito será concedido pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Banco da Amazônia, Caixa Econômica Federal e Cooperativas de crédito.

- Quem pode utilizar os créditos? O Plano Safra é destinado a todos os envolvidos nos processos de pesca, exploração, cultivo, conservação, processamento, transporte, comercialização e pesquisa dos recursos pesqueiros. As linhas de crédito serão oferecidas a pequenos, médios e grandes pescadores e aquicultores, com benefícios exclusivos para cada tipo de produtor: familiares, cooperativas, pescadoras, jovens, marisqueiras.

- Como utilizar os recursos? Você pode aplicar os recursos do Plano Safra da Pesca e Aquicultura desde o investimento no seu projeto até a comercialização do pescado. Investimento: os recursos podem ser aplicados na conservação e aquisição de embarcações e equipamentos; beneficiamento ou industrialização; e incremento da produção. Se você é pescador artesanal, tem a chance de aumentar sua renda, tornando-se aquicultor. Se for agricultor familiar, pode aproveitar estruturas de irrigação para produção de pescado. E para você, que é formado em pesca e aquicultura, está disponível uma linha de financiamento para iniciar empreendimentos.
Custeio: captura e cultivo; conservação de embarcações e equipamentos; conservação, beneficiamento ou industrialização.
Comercialização: recursos para despesas posteriores à captura e produção próprias, como armazenamento, seguro, manipulação, preservação, acondicionamento, impostos, fretes e carretos.

- O que preciso fazer para participar? Os interessados devem ter em mãos os documentos pessoais (identidade, CPF e certidão de casamento), o registro geral da atividade pesqueira - RGP (RGP de pescador, RGP de aquicultor), a declaração de aptidão ao PRONAF - DAP e a proposta de crédito. Dependendo do caso, será necessário ainda o projeto elaborado pela entidade prestadora dos serviços de assistência técnica e extensão rural (ATER).
Os documentos exigidos diferem de banco para banco e de acordo com o tipo de projeto a ser executado. 
Compartilhar

About Paulo Roberto Melo

0 comentários:

Postar um comentário