'Ideia é acelerar os investimentos e melhorar o serviço'


Vinícius Neder

Executivo explica que o modelo de concessões à iniciativa privada tem atraído o interesse dos investidores aqui e lá fora



As concessões de Infraestrutura à iniciativa privada estão prevalecendo como decisão de governo, para "acelerar investimentos e melhorar a qualidade de serviços prestados", diz Wagner Bittencourt, vice-presidente do BNDES, na primeira entrevista desde que voltou ao BNDES, após deixar o cargo de ministro da Secretaria de Aviação Civil, em março.

-Os modelos de concessões estão bons?

Achamos que sim. O governo fez uma série de incursões nacionais e internacionais para discutir esses modelos. O que temos ouvido dos investidores é que eles estão muito interessados em participar, porque são boas possibilidades para desenvolver negócios.

-O ciclo de juro alto atrapalha?

Estamos tratando de Infraestrutura. São investimentos de longo prazo. Quem olha para um projeto como esse, olha para 20, 25, 35 anos à frente. Se a gente for olhar a Selic ao longo do tempo, ela teve variações significativas. Quem está olhando para um projeto sabe qual seu plano de negócios, qual o risco, qual o custo de captação e todas as condições.

-O governo se convenceu sobre a importância das concessões?

O que está prevalecendo, como decisão de governo, são as concessões à iniciativa privada, que é o que já vinha sendo feito antes e continua sendo feito agora e dando resultado.

A finalidade é acelerar investimentos e melhorar a qualidade de serviços prestados.

-Mas se tentou pensar em outros modelos.

No caso dos aeroportos, o anúncio feito no fim do ano passado replicou o modelo, com alguns aperfeiçoamentos.

Do ponto de vista de Rodovias, tem alguns aperfeiçoamentos, mas no fundo o modelo é o mesmo. Em portos é que se criou um modelo novo, mas na linha das concessões.

-Quanto o BNDES usará da capitalização de até R$ 15 bilhões autorizada pelo governo?

O banco está equacionado para o curto prazo, mas vai depender do que a gente definir como demanda para este ano.

É preciso ver como estará o mercado para fazer captações, como está o mercado de capitais, como estão os parceiros e haverá uma discussão com o governo sobre como estruturar o funding.

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