Alimentação escolar em São Paulo virá de produtores familiares

Da Redação

A cidade de São Paulo vai comprar mais de R$ 9 milhões em produtos de agricultores familiares para a alimentação escolar. A medida vai beneficiar os estudantes do ensino infantil e fundamental da rede pública do município. Os produtos incluem arroz e feijão, além de suco de laranja. As compras atenderão mais de 426 mil alunos.

A prefeitura divulgou, por meio da Secretaria Municipal de Educação, cinco chamadaspúblicas para a aquisição de gêneros alimentícios da Agricultura familiar e do empreendedor familiar rural para alimentação escolar, com dispensa de licitação, informou o site do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

O valor total das chamadas é de cerca de R$ 9,5 milhões - usando os preços da pesquisa de mercado como referência. Por meio delas, serão adquiridos: 480 mil quilos de arroz parboilizado, 930 mil quilos de arroz longo fino, 55 mil quilos de feijão preto, 540 mil quilos de feijão carioca e três milhões de unidades (embalagem de 200 ml) de suco de laranja integral pasteurizado congelado.

Essa é a maior chamada para aquisição da Agricultura familiar que a prefeitura já conduziu. Em 2013, foram publicadas outras duas chamadas para aquisição de néctar de pêssego e óleo de Soja. Em 2012, uma chamada foi lançada para aquisição de arroz parboilizado.

O coordenador de Comercialização da Secretaria da Agricultura familiar do MDA, Pedro Bavaresco, afirma que as chamadas são importantes para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

"Essa compra é relevante, pois se trata de um grande volume para a Agricultura familiar e que beneficiará várias cooperativas da região", diz o coordenador da SAF.

Pedro Bavaresco assinala que a prioridade de compra para a Alimentação Escolar é para os produtos de empreendimentos locais (de agricultores do município e do estado), mas cooperativas de outros estados podem participar caso o estado não consiga atender à demanda.

"Considerando o tamanho do município e a complexidade da Logística para distribuição nas escolas, a atual gestão da Secretaria de Educação optou por concentrar as aquisições da Agricultura familiar em produtos não perecíveis, como arroz e feijão", diz a coordenadora do Departamento de Alimentação Escolar da Secretaria Municipal de Educação, Érika Fischer.
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