Exportar em menor quantidade torna o frete mais rápido e barato

Produtores e exportadores de soja do RS encontraram uma boa alternativa



Hoje, quase toda a soja do Brasil é exportada a granel.  O Rio Grande do Sul colheu este ano uma safra recorde de soja: 12 milhões de toneladas. Com uma oferta maior de grãos, tanto produtores como exportadores procuram alternativas para escoar mais rapidamente a safra para o exterior.

Na região de Cruz Alta, em vez de mandar a soja para o porto a granel, uma cerealista coloca a mercadoria em um contêiner. O objetivo é atender os países compradores que têm portos menores e não conseguem receber os grandes navios graneleiros.

De Cruz Alta, os caminhões rodam 480 quilômetros para levar a carga até o Porto de Rio Grande. Ao chegar no porto, os contêineres são colocados no pátio junto com outras cargas.

O Porto de Rio Grande deve exportar este ano cinco mil toneladas de soja em contêiner. A remessa pode ser entregue de forma mais rápida aos compradores porque aproveita a escala de navios que transportam outras mercadorias.

Outra vantagem é o frete reduzido. "O contêiner tem que voltar vazio para a Ásia, porque a gente compra muito daquela região e exporta pouco para lá, então a competitividade do frete é justamente porque ele fica mais barato e cobre o custo do retorno", explica Paulo Bertinetti, diretor do porto.

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