Importação de trigo e algodão mais barata



O Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou duas medidas ontem para evitar o aumento de preços do trigo e do algodão, que poderiam ter impacto nos custos de alimentos e vestuário. O colegiado decidiu zerar o Imposto de Importação para fibras de algodão, antes taxado em 10%, e aumentar a cota de importação de trigo com direito a tarifa zerada. A Camex é ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).
A tarifa reduzida para o algodão será válida apenas para uma cota de 80 mil toneladas, no período de 1º de maio a 31 de julho de 2013. "O objetivo da medida é evitar interrupção no suprimento das fibras de algodão para as indústrias têxteis e de vestuário, durante a entressafra da produção nacional, nos meses de maio, junho e julho deste ano", justificou a Camex.
Sobre as importações de trigo, a Camex decidiu aumentar de um milhão para dois milhões de toneladas a cota para importação do grão com redução tarifária de 10% para 0%. O trigo em grão pode ser importado com redução de alíquota até 31 de julho de 2013, período de entressafra no Brasil. "A medida foi adotada tendo em vista também a quebra da safra na Argentina, principal fornecedor do produto para o mercado brasileiro", justificou a Camex sobre a medida. Os custos com o trigo influenciam os preços de pães e massas.

IGP-DI sobe acima do previsto

A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou ontem que o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 0,31% em março, frente a um avanço de 0,2% em fevereiro. O resultado superou as projeções do mercado, de alta de 0,21%.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI, com peso de 60% no IGP-DI) registrou inflação de 0,12%, após apresentar alta em fevereiro de 0,09%. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI, com peso de 30%), registrou alta de 0,72%, ante avanço de 0,33% em fevereiro. Com o resultado de março, o IGP-DI acumula alta em 12 meses de 7,97%.
Hoje, o IBGE divulga o resultado de março do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado nas metas do governo. A expectativa do mercado é que, em 12 meses, o IPCA tenha superado o teto da meta, de 6,5%.
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