Defensivos agrícolas: Gigante como a produção

Um quinto da receita do segmento é gerado nas lavoras mato-grossense e há como expandir

Mato Grosso foi responsável por um quinto do faturamento da indústria de defensivos agrícolas no Brasil, no ano passado. Pelo 7º ano consecutivo foi o maior mercado para segmento, consolidando em 2012 um faturamento 14,28% superior ao registrado no ano anterior e na média nacional que foi de 14%.

De uma receita global de US$ 9,71 bilhões contabilizada de janeiro a dezembro de 2012, Mato Grosso participou com US$ 2 bilhões. No ano a indústria de defensivos faturou US$ 8,48 bilhões e o Estado, US$ 1,75 bilhão. Neste intervalo, a participação local passou de 20,6% no bolo nacional para 21,4%, seguido de São Paulo com 15,3%. A evolução foi puxada pelo incremento da safra de grãos, especialmente, soja e milho. “No caso específico de Mato Grosso, o avanço se deu pela soja, que mesmo sendo o líder nacional na produção da oleaginosa, o grão segue largamente produzido”, observa o diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), Eduardo Daher.

Mesmo sendo o líder consolidado da indústria, há espaço para crescer ainda mais dentro do segmento, ampliando a participação no faturamento nacional. Como destaca Daher, Sorriso (460 quilômetros ao norte de Cuiabá), produz sozinho mais grão que São Paulo, estado onde a produção de grão vai encolhendo em detrimento do café, da citricultura, do eucalipto e da cana-de-açúcar. “A bovinocultura, por exemplo, onde Mato Grosso também é líder nacional, ainda disponibiliza muito espaço para poucas cabeças, são cerca de 1,2 animais por hectare. Se 30% dessa área for liberada e o gado terminado em confinamento, Mato Grosso pode expandir ainda mais a produção e o melhor, sem qualquer interferência ao meio ambiente”. Como ele frisa ainda, “vejo Mato Grosso com muito otimismo com o advento da integração lavoura-pecuária”.

GARGALO - Mesmo com potencial para a manutenção de produção contínua, há uma forte vulnerabilidade em Mato Grosso: “É um Estado que ainda padece de infraestrutura, com o frete ascendentemente corroendo a renda. A intervenção sobre esse gargalo se faz urgente”, adverte Daher.

O vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag), Amaury Sartori, completa dizendo que mesmo um gigante, Mato Grosso tem potencial não apenas de expandir a produção, bem como incorporar novas tecnologias. “Muito há para ser feito e crescer dentro do campo, mas o lado vulnerável pela falta de logística dificulta a evolução de Mato Grosso”.

BRASIL - Para este ano o Sindag projeta um crescimento da ordem de 4% no mercado de agroquímicos. Os porta-vozes informaram que ainda em 2013 a indústria investirá numa estratégia de marketing institucional focada em sua atuação no âmbito da ciência e da produção de alimentos, bem como na difusão de programas já existentes que contribuem para a sustentabilidade na agricultura brasileira. Um quinto da receita do segmento é gerado nas lavoras mato-grossense e há como expandir
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